segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um pouco bom


É, definitivamente a vida de pai e mãe não é tão fácil quanto se apregoa por aí.

Mas há momentos maravilhosos que a gente se espanta com a habilidade que os pequenos têm em conseguir o que querem. A história a seguir é um exemplo de como nós pais, somos surpreendidos a todo instante.

Dudu, é um rapazinho de 4 anos, esperto e vivaz, dizem que ele é implicante igual ao pai e bonito como a mãe, não nego a afirmação.



O fato é que o Dudu tem birra com comida. Desde os dois anos ele simplesmente resolveu que seu cardápio seria muito simples e fácil de fazer: Pão de queijo, arroz branco, ovos, batata frita, leite com sustagem kids e nuggets de frango. A bebida preferida, além do leite é a água e o Yakult. E só! O resto é uma luta eterna do Bem (ele) contra o Mal (eu).



O problema é que sou neto de uma mistura de italiano, português e nordestino, assim, desde criança aprendi que muita comida é sinal de saúde.

Claro que hoje sabemos que isso não é verdade, mas isso está tão impregnado no meu subconsciente, que sofro, e sempre me pego, falando disso pra ele.



- Dudu come a carninha...
- Dudu, experimenta a cenoura...
- Dudu se você não comer sua comida, vai ficar de castigo!



E cansado de duelar comigo sobre o cansativo tema, Dudu encontrou a fórmula de me convencer que ele não quer comer coisa alguma que ofereço.



Os diálogos tem sido mais ou menos assim:



- Dudu, experimenta o macarrão?
- Pai, eu não não quero não...
- Dudu, experimenta vai, é gostoso, é pra você ficar forte.


- Pai, tá bom, mas eu posso só lamber?
- Tá bom filho, lambe então.


E o Dudu, finalmente com uma cara de nojo, passa a pontinha da língua num pedacinho de macarrão.


- E aí filho, gostou?
- Ahh pai, é um pouco bom...




Além de ser uma expressão totalmente incomum ela tem um outro sentido que só fui perceber recentemente.O “um pouco bom” foi o jeito que o Dudu, encontrou de me dizer de forma carinhosa que ele não gostou nada daquilo que eu tava obrigando ele experimentar a força...


O legal da expressão é que com ela, ele resolve sozinho e de forma prá lá de elegante dois problemas: o meu e o dele.
Simples assim: - Pai tá um pouco bom.
E eu, o que faço?




4 comentários:

Rittner M. disse...

Que simplicidade. Excelente. Beijos no Dudu. Que ele não fique adulto e se esqueça da sabedoria das crianças.

Paula Basques disse...

Morri de rir!!!! Faz nada não Evandro, aliás, faça sim, continue escrevendo sobre o Dudu. Essa foi muito boa: "posso só lamber?"

Beijos prá familia!

Paula Basques disse...

Fechado! É só nos encontrarmos para acertar os detalhes do negócio!

beijos

Lomyne disse...

Manda comer um pouco, oras!

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