quarta-feira, 21 de maio de 2008

Entendendo a complexidade da crise subprime americana

“Entender a crise não é fácil (vide as tentativas de David Leonhardt, em um excelente artigo para o NYT), mas permitam-me oferecer um similar nacional pesquisado pelo nosso intrépido correspondente Fudílson Noronha.

É assim: o seu Sebastião tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Sebastião, um intrépido administrador formado em curso de emibiêi, decide que a caderneta das dívidas do bar constitui, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos e bancos, mais tarde,e a caderneta do seu Sebastião se transformou em CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer, e está sendo negociada como se fosse título sério nos mercados de 33 países.

Até que alguém descobre que os bêbuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar a conta do boteco.” PS: Não sei de quem é autoria, mas o texto andou circulando pela internet em março e abril de 2008

Um comentário:

Paula Basques disse...

Realmente, finalmente um post esclarecedor. E me ajudou muito a compreender a crise americana. Sobretudo em relação aos acrônimos. Mas o problema maior do Seu Sebastião (Tião do pindura, para os íntimos) é que ninguém fez a avaliação do investimento, tipo TIR, VPL e Pay-back!
Beijocas

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