segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sincronicidade

Tem um poema que li há muitos e muitos anos atrás, e nunca me saiu da cabeça.

Muitas vezes lembro de alguns versos em delicadas situações do dia-a-dia.

Nunca soube o nome do poeta.

Domingo cedinho, como de costume fiquei zapeando a TV até parar por acaso no canal Canção Nova. Era o instigante Pe. Fábio de Melo, de quem já tinha ouvido falar, mas nunca ouvira falando.

Aparentemente encantava sua platéia...

Segunda-feira cedo, encontro com uma querida colega de trabalho. Me oferece pela primeira vez a leitura de um livro....

"Quem me roubou de mim"

Autor: Pe. Fábio de Melo.

Abro numa folha qualquer e leio:

"Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada."

Autor: Eduardo Alves Costa

Pensei aqui com meus botões... Jung, essa semana os sinais começaram a todo vapor.



18 comentários:

Rê Cicca disse...

Anexo sem Nexo lê
www.descompensando.blogspot.com

MR disse...

Ah neeeeeeeeeeeeeeemmm!
Assustador o poder intencional seu de atrair o que quer. Tenho dezenas de estórias dessas, de estar sendo perseguido por um poema, musica, livro, filme, idéia, e do nada, me aparece uma pessoa e me entrega o dito cujo.

Bom, quem sabe aparece alguem com um COON MAINE ou MAINE COON (gato) para ajudar a Alessandra.

Nossa amiga tem duas gatinhas lindas, no CIO, pedindo ajuda para achar um MAINE COON (raça) MACHO NAO CASTRADO em BH.
Pra cruzar imediatamente antes que ela fique louca.
Imaginem duas gatas no cio em casa...
Se os leitores do ANEXO SEM NEXO souberem de alguem que tem um desses... quem sabe a SINCRONICIDADE???

Jou Jou Balangandã disse...

Evandro, essas coisas parecem bruxaria, mas acontecem direto comigo. São os sinais do universo, né? Alguns vêm mais fortes, outros de maneira mais discreta, mas o tempo todo estão nos mandando sinais, basta observar.

Bjos

Jou Jou Balangandã disse...

Em tempo: estou com alguns problemas virtuais, assim que der conta coloco o gadget que vc pediu, ok?

Wanderley Elian Lima disse...

Evandro, este poema é belíssimo uns dos meus preferidos, todavia me consta que o autor é Vladimir Maiakóvski. Vamos conferir?
Um abraço

Evandro Varella disse...

Wanderley,
O Pe. Fábio faz a citação que existe uma atribuição ao Maiakovski mesmo, mas deixa claro que a autoria é do Eduardo... vai saber quem tem razão, rss. Quem descobrir primeiro avisa ao outro!
Abraços
Vavá

Wanderley Elian Lima disse...

Combinado Evandro, quem descobrir conta pro outro.
Abraço

Wanderley Elian Lima disse...

Ok Evandro, você venceu. Realmente o poema é de Eduardo Alves da Costa, só com esta dúvida fiquei sabendo do verdadeiro autor. Aliás, o mundo precisa ficar sabendo disto.
Um abraço

Lê... disse...

Oi Evandro.

Vc esta certo,o poema é de Eduardo,mas Roberto Freire nos anos 70 incluiu esse poema em um de seus livros e erroneamente creditou a autoria a Maiakóski e citou Eduardo como tradutor... daí a confusão.
Mas esse poema é belissimo.Como não sei se conheces completo,vou deixar aqui pra vc,tá?rs

Boa semana,bjs.

Lê... disse...

Continuação do poema...

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Lê... disse...

Olho ao redor e o que vejo
e acabo por repetir não mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espadaa lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais

Lê... disse...

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

Lê... disse...

E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,o coração grita - MENTIRA!

Vixe,extensa,né?rs
Mas vale a pena ler na íntegra!

tchau,bjs.

Déia disse...

Que lindo!
Nunca fui muito fã de padres pela minha vida a fora..
Mas esse verso é fantástico..
Nada como colocar limites desde o principio, não nos calarmos diante das situações que exigem voz!
Amei..
beijos

Luz disse...

Evandro

Amo o poder da sincronicidade.
Pde Fábio de Mello é um show e coloca a Igreja Católica aonde ela deveria estar.
Já li todos os livros dele. E são maravilhosos.
Vale a pena !
Estou de volta e estava com saudades do amigo!
Bejim

Luz disse...

Evandro

Tem selo pra vc lá no Cantinho

Dai disse...

Sorte sua ser perseguido por um padre..Eu já fui por um funk..é bem mais terrível.

Mas o Fábio anda bem falado mesmo, tipo novela das oito que começa às nove: na boca do povo.
Minha tia até se apaixonou(literalmente) por ele.

Beijinhos..ótima semana.

Dedinhos Nervosos disse...

Os sinais estão aí, né? Mas só para quem realmente sabe ver. A maioria, quando percebe, pensa que são apenas coincidências. tsc tsc

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