sexta-feira, 18 de abril de 2008

Afinal, quem inventa nome de remédio?

Não sou “muito” hipocondríaco, mas alguns assuntos do dia-a-dia me fascinam.

Nunca conheci alguém que fosse inventor de nome de remédio. Será que existe essa profissão?

Outro dia parei prá pensar na variedade de nomes que existe. Só lá em casa encontrei dezenas, e acreditem, muitos já estavam vencidos: Merthiolate, Aspirina, Trimedal, Naldecon, Decongex, Bepantol, Caladril, Hipoglós, Sinvastatina, Sibutramina, Paracetamol e por aí vai.

E quem quiser inventar um nome? Será que existe um passo-a-passo prá criá-los ? Deve haver, não duvido e qualquer hora vou procurar por aí...provavelmente começo pelo google, se achar posto por aqui.

E afinal quem é que trabalha com isso?

Deve existir centenas de profissionais que ganham a vida assim: Inventando nome de remédio!.

De cara imagino duas áreas distintas: uma bem científica e acadêmica e uma outra mais criativa e comercial, talvez existam outras mais, mas vamos ficar com essas por enquanto.

Na primeira imagino um farmacêutico ou especialista de jaleco branco, as voltas com laboratórios, substâncias químicas sofisticadas e equipamentos moderníssimos.

Finalizada fórmula da droga – é, no mundo dos laboratórios não existe remédio, existe "droga" - basta que se junte um prefixo aqui, o nome de uma substância ali, uma ou duas moléculas do principio ativo acolá e pronto, já teremos um belo nome prontinho.

Mas e o nome comercial? É no nome comercial que o bicho pega.

Com todo respeito aos genéricos que privilegiam o nome do princípio farmacológico, aumentam a concorrência e fazem os preços cair, o nome comercial terá sempre um lugar de destaque.

Além dos ingredientes especialmente desenvolvidos, estatisticamente testados e rigorosamente aprovados pelos órgãos competentes (prefiro acreditar nisso), os remédios precisam de algumas outras qualidades que não são só as científicas.

Antes de tudo é preciso passar credibilidade, o nome deve ter uma forte conexão com o sintoma ou sua causa. As paroxítonas que me perdoem mas nesse caso a sonoridade é fundamental, afinal é ela que vai fazer o seu médico se lembrar do remédio na hora de receitá-lo e você na hora comprá-lo.

O nome também não pode ser muito longo, nem muito curto, tem que ter o tamanho na medida, deve inspirar o paciente a tomá-lo sem nenhuma restrição, apesar da aparência ou gosto as vezes nem sempre ser muito agradável, quem já tomou Revenil, sabe do que eu estou falando.

Porém a qualidade primordial é fazer o paciente acreditar que ficará curado e mais, com alívio imediato dos sintomas.

Há exemplos geniais de nomes comerciais que juntam o útil ao agradável: Engov, Vick-Vaporub, Dorflex, Lavolho, Sonrisal, Rinossoro, Bactrim, Aerolim, Luftal (nesse caso eu desconfio que o original era puftal), alguns, e nem me falem pra que servem o tal do Anador ou a Novalgina, podem mesmo inspirar alguns trocadilhos maldosos.

Se alguém lembrar de mais nomes interessantes por favor deixe nos “comentários”.

Por falar em nomes, alguém sabe se os nomes de remédios estão nos dicionários?

Pra terminar essa brincadeira, deixo um conselho que meu pai Garibaldi sempre dizia e que acredito até hoje ter seu fundo de verdade:

- Crianças, a melhor farmácia que existe é a quitanda da esquina!


Obs: Quitanda antigamente era o sacolão de hoje em dia.

2 comentários:

Paula Basques disse...

Oie! Pelo pouco que sei, o nome "científico" da droga está relacionado ao seu principal princípio ativo! Já o comercial... nunca pensei sobre isso!

Adorei o post e olha, a minha "braveza" com esse mandato está próxima do fim!!!! Thanks God!!!! Beijso

Paula Basques disse...

Uma pergunta: existe alguém pouco, outro médio e um terceiro muito hipocondríaco???? Hahahahahahaha

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