sábado, 6 de dezembro de 2008

Filho de Peixe Peixinho é!


Desde que me conheço por gente a música sempre me acompanhou.

Lembro de duas que tocavam no rádio, acho que são as lembranças musicais mais antigas que tenho:

"No cinema Olympia" letra do Caetano Veloso e interpretada pela Elis Regina, pesquisando no google, essa música fez sucesso lá no início de 1970.

a outra era "Lúcia esparadrapo" musica tema da novela O Cafona de 1971.

Como sou de 1965,  devia ter então entre 5 e 6 anos, mas o que acho engraçado é como a cabeça da gente registra momentos como esse, lembro de detalhes de onde ouvi o "na matiné do cinema olympiaaaa...." foi num ônibus, num rádio de pilha azul com um fone de ouvido só, os radinhos eram mono (de monoaural um ouvido só) mas naquela época se chamava fone "egoísta" mesmo, pois não deixava ninguém mais escutar. Mas isso até que tinha suas vantagens, rss. 

Não sei porque, mas acho que ninguém vai lembrar dessas coisas, rsss.

Mas essa admiração pela música me faz prestar mais atenção nesse universo musical em seus músicos e cantores,  principalmente na ligação da nova geração com os artistas mais antigos.

Não sei se é impressão minha, mas acho que estamos revivendo também uma era de revitalização (argh) da música brega-romântica.

De volta ao palco : Odair José, com o mega, super plus sucesso "Eu vou tirar você desse lugar", o José Augusto com "Fui Eu", Amado Baptista, O Benito de Paula, Reginaldo Rossi (até hoje não entendo como Reginaldo faz para aparecer tanto na tv, rsss),  e até o ex-casal Jane e Herondi, sem falar no já gorducho Sidnei Magal.

Pode até parecer meio cult hoje em dia, mas quem viveu aqueles anos, vai lembrar o que foi a invasão brega no meio musical da época (Continuo sem entender o tal do Reginaldo...).

Mas claro que toda regra tem exceção e há espaço de sobra pra essa galera toda, há várias músicas e letras legais.  

Outro fenômeno muito interessante é o aparecimento da nova geração, a dos filhos e filhas de cantores e músicos que fizeram e ainda fazem muito sucesso por aí. Buscando pela memória, me lembrei de alguns:

Luísa Possi (Filha da Zizi Possi)
Maria Rita (Elis Regina)
Pedro Mariano (César Camargo Mariano)
Rodrigo (Benito de Paula)
Diogo Nogueira (João Nogueira)
Luciana Mello e Jairzinho (Jair Rodrigues)
Martinália (Martinho da Vila) 
Davi Morais (Morais Moreira) 

e deve haver muitos outros, se quiser aumente a lista ...

domingo, 30 de novembro de 2008

Aula curtinha de Lógica


Papo de sexta à noite.



Sentados à mesa: eu, Márcia a tia Carla e Dudu...


Lição 1:


- Dudu, o que veio primeiro, o ovo ou a galinha?


- A galinha!


- Mas filho, a galinha não veio do ovo?


- Veio!


- Então , se a galinha veio do ovo, de onde veio o ovo?


- Da outra galinha!


Lição 2:


Tia Carla e Dudu em altos papos depois da galinha...


- Dudu, você é um... ma....?


- ...cho ?


- Não, eu ia dizer que era um mamífero, nós somos mamíferos Dudu.


- Dudu, agora eu vou te pegar: você sabia que a baleia também é um mamífero!


- Hummm já sei, a baleia é um mamífero, logo meu pai é uma baleia!!!



Lição 3:


- Boca fechada não entra mosquito.


domingo, 16 de novembro de 2008

Yin & Yang

Na vida tudo é sim ou não? Será que já não acostumamos demais com essa sentença imutável?
 

O "isso dá prá fazer" foi até o mote de recente campanha política aqui em BH. E reflete o desejo moderno e digital do sim ou do não. 
Quer dizer que as coisas são assim: Dá prá fazer, não dá pra fazer, isso pode, isso não pode.
O certo, o errado, a verdade a mentira, o bom o ruim, o bem o mal, o capitalismo o socialismo, o Cristianismo o Islamismo, a saúde a doença, a guerra e a paz.

Será que a tecnologia do computador está nos digitalizando também?
 

Mas a vida não se resume apenas a isso.
Há escolhas intermediárias. Não, não é preciso sempre escolher, decidir ou acreditar entre um ou outro extremo.

Assim como ninguém está totalmente saudável nem totalmente doente, nem é totalmente ignorante nem culto, a maioria das escolhas e decisões passa por processos intermediários.

Mas não nos damos conta disso e geralmente preferimos escolher entre um estado e outro. É mais fácil.

A conseqüência dessa simplificação é a superficialidade. O ter ou não ter substituindo o equilíbrio de simplesmente ser.

Acho que precisamos olhar com mais sabedoria e menos arrogância para esse mundo que nos cerca, aceitando as infinitas possibilidades que existem entre o zero e o um.


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Dudu e a Matrix

Cancelei minha assinatura da sky. Achei que estava ficando muito caro prá tão pouco uso. Mas até que o cancelamento teve seus benefícios. Dudu passando menos tempo na frente da TV, eu tendo mais oportunidade de brincar com ele, enfim estamos passando mais tempo juntos.


Tudo indo muito bem, até que inventei de assistir de novo ao filme Matrix, e claro foi só começar o filme que o Dudu foi se chegando prá assistir também.

Eu sei que a recomendação é prá 12 anos, mas o filme tinha a opção dublado e como tem dezenas de cenas de "lutinhas" nenhuma muito sanguinolenta, achei que Dudu iria gostar.


Filme bom tudo indo bem, até que começaram as perguntas:


- Papai, o que é a Matrix


Nesse momento é que vi aonde é que eu fui me meter...


-Dudu, a Matrix é assim um computador enorme, que controla o tudo.


- Mas papai, o Neo, como é que ele fica na cadeira e fica lutando com o Sr Smith?


- Filho, é o seguinte, presta atenção que já vai começar outra lutinha...


- Mas pai, e esse cabo que enfiam na cabeça dele?


- Filho, é assim que o Neo entra na Matrix, entendeu?


- Ohhh papai, mas o Sr Smith não tem cabo ligado na cabeça também, e tá lutando com o Neo.


- Dudu, é que a Matrix é tipo um jogo e quando você vence um Smith aparece outro, mais forte.


- Pai! Quer dizer que o Smith é do mal e vai vencer o Neo?


- Não filho.... é que...


Putz acho que exagerei na dose.

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