sexta-feira, 6 de maio de 2011

Brasil até quando seremos o país das pegadinhas - II Sacolinhas Plásticas a missão.



Devemos todos ser responsáveis ecologicamente.

A pegadinha da vez é que agora não vamos mais usar as sacolinhas plásticas e vamos salvar o planeta.

Vamos salvar o planeta, os donos de supermercado e os donos das fábricas de sacos de lixo.

Certamente são boas ações de marketing como essa,  que nos tornam seres humanos melhores e mais responsáveis.

Em BH, agora é lei: Supermercados, drogarias e padarias agora não dão mais sacolinhas a ninguém. (mas vendem).

Pergunta para os universitários: mas se pagar pode poluir? 

Claro que sim, pagando bem que mal tem?

Veja eram produzidas 15 bilhões de sacolas ao ano, e se cada uma delas for substituída por um saquinho que custe os mesmos R$ 0,19 que os supermercados estão cobrando, nossos bolsos estarão R$ 0,19 x 15.000.000.000 = R$ 2.850.000.000 (quase três bilhões) de reais
mais leves.

Para ter uma idéia da dimensão desse valor, o nosso PIB em 2010 foi cerca de R$ 3,7 trilhões então a economia será de quase 1% do PIB.

O curioso dessa história das sacolinhas plásticas é que ela pouco tem a ver com a racionalidade científica do seu uso ou descarte, dos seus benefícios ou malefícios para o meio ambiente ou para a sociedade e muito menos com os custos envolvidos.

Nada disso foi discutido com a sociedade, apenas foi imposta uma lei com uma justificativa "ecológica". 

O fato agora é que você vai ao supermercado e além de gastar mais comprando sacolinhas retornáveis, as Ecobags, vai gastar mais com sacos de lixo para embalar seu lixo doméstico.

O problema é que vai haver uma substituição das sacolinhas de supermercado que eram "grátis"(já estavam embutidas no preço), por  novos sacos de lixo igualmente prejudiciais ao meio ambiente.

Ou será que sua consciência ecológica vai fazer você a compostar o lixo dentro de casa? Vai criar minhoca, produzir humus? 

Ou vai comprar saquinhos de lixo para descartar o seu lixo doméstico? 

Os preços dos saquinhos de lixo já começaram a subir e acreditem já estão em falta em alguns supermercados. 

Que ótimo negócio: Os supermercados e comércio em geral economizam alguns bons tostões, algumas indústrias que tiveram visão de futuro faturam alto e você o ecologicamente correto paga a conta.

A iniciativa é defensável, tem argumentos favoráveis: menos emissões, menos lixo nos aterros etc e tal. Sou a favor de um consumo responsável, de reciclar materiais recicláveis, gosto da natureza e do desenvolvimento sustentável.

Mas acreditar num argumento furado que estamos fazendo o bem para o meio ambiente, enquanto na verdade nos empurram a compra de outro tanto de plástico (ecobags + sacolinhas de lixo), e nem se fala em alternativas biodegradáveis, fala sério ...

E vale lembrar, que como esperado a economia de R$ 2,8 bi dos supermercados já foi repassada integralmente para os consumidores, na forma de redução de preços. Não?, mas será, ou espere até ser reciclado.

PS: Um bom artigo sobre o assunto em: 

http://sacolinhasplasticas.blogspot.com/



terça-feira, 3 de maio de 2011

Dudu e o DS





Dias passando, Dudu crescendo, as histórinhas engraçadas vão dando lugar aos fatos da vida, as perdas, as alegrias, encontros e desencontros banais do dia-a-dia. Assim é.


O acontecido da semana passada foi a "perda" do brinquedo querido. Ficou esquecido no táxi a caminho da escola, e pior, pela vovó querida, que naquele dia resolveu levá-lo à escola e por segurança tomava conta do brinquedo.


Chororô, birra e tristeza, fizeram Dudu tomar contato com sua primeira perda. Momentos tensos, para Dudu, vovó e para a prova que o aguardava naquela tarde.


Acho que encarou bem, para uma criança de 7 anos.


Ficou triste, mas não culpou a avó pelo extravio. Rápido, se acostumou com a idéia, na prova foi bem. No dia seguinte já fazia planos de como recomprar o brinquedo: com ajuda dos familiares, poupança o próximo aniversário, contribuições compulsórias do pai e da mãe, dia das crianças. Muitos planos se formaram naquele dia.


Mas o talvez o plano mais improvável, nem lhe passou pela cabeça, e talvez nem pudesse.


O taxista achou o brinquedo, e acreditem saiu em busca do tal loirinho com a vovó. 


Achou o prédio e mesmo sem achar o menino, resolveu deixar com o porteiro, que horas depois devolveu a avó e em seguida ao Dudu.


Tudo resolvido. Dudu voltou a sorrir, e, acredito eu, passou a acreditar um pouco mais na bondade do seu semelhante.


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