domingo, 29 de agosto de 2010

Oração de São Francisco de Assis - Oração da Paz

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Oração da Paz, também denominada de Oração de São Francisco, é uma oração de origem anônima que costuma ser atribuída popularmente a São Francisco de Assis. Foi escrita no início do século XX, tendo aparecido inicialmente em 1912 num boletim espiritual em ParisFrança.
Em 1916 foi impressa em Roma numa folha, em que num verso estava a oração e no outro verso da folha foi impressa uma estampa de São Francisco. Por esta associação e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do próprio santo.



Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a .
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém
Fonte: Wikipédia, Youtube

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

GANHEI CORAGEM


De tempos em tempos a gente é tocado por uma frase, um texto ou uma idéia. 

O texto abaixo é do Rubens Alves e é, segundo seu site, de 2002. 

Mas nem por isso perdeu a atualidade, ainda mais agora que estamos em vesperas de eleições.

É uma dose de sabedoria e sensatez, leia com calma e quando tiver algum tempo.

Queria que meu velho sonho de adolescente de ter num futuro próximo um povo mais educado e solidário já fosse nesse século 21, uma realidade, mas sei que há esperança e um dia tenho certeza, chegaremos lá.

Se quiser conhecer mais desse escritor clique aqui


Rubem Alves
... colunista da Folha de S. Paulo ...

"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.


Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.


Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política.


Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo.


Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade.

 

Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos.

 

Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.

Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha
para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro.

Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!


Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!

Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição.


Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou.


Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário
pelo mercado de escravos.

E o que foi que viu?


Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas.


Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre".
Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta.


Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.


O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros,porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
 

As mentiras são doces; a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.

 

No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.

E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!

 

As coisas mudaram.

Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.


O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.


As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.


Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. 

 
Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.

Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.


Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.


Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.
Indivíduos são seres morais.

Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.


Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.

 

É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.


O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.

 

Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.

Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.

 

O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam.

Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade.

 

Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.

 

Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.

Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.


O nazismo era um movimento popular.

O povo alemão amava o Führer.
O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares.


Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos.

Mas, que posso fazer?

Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche,
de Saramago, de silêncio;não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol.

Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo,
eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.


Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:


"Caminhando e cantando e seguindo a canção.",


Isso é tarefa para os artistas e educadores.


O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.


Rubem Alves






sábado, 21 de agosto de 2010

Aula de violão


Interessante como sempre se encontra uma forma nova de abordar um "problema".

Gostei muito da melodia criada pelos baixos que a moça criou.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Amit Goswami em Belo Horizonte - MG


AMIT GOSWAMI EM BELO HORIZONTE EM 01 de SETEMBRO de 2010. 
Clique na imagem para ampliar.


Amit Goswami no Roda Viva - Parte 01 de 09








sexta-feira, 13 de agosto de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ser Belo Horizontino

Foto: http://www.trekearth.com/gallery/South_America/Brazil/Southeast/Minas_Gerais/Belo_Horizonte/photo571393.htm
 

Ocê é sócio de pelo menos um clube?

Ocê não tem mar, por isso vai ao bar?

Ocê vai ao shopping pelo menos uma vez por semana?

Férias de janeiro significa ir para Cabo Frio ou Guarapari?

Ocê tem um churrasco pra ir todo fim de semana?

Ocê já foi soltar papagaio na Praça do Papa?

Ocê já andou de jumentinho ou pedalinho no Parque Municipal?

Ocê sabe o que é a TV Alterosa?

Ocê acha a maravilhosa vista da Serra do Curral a coisa mais normal do mundo?

Ocê já tomou banho de mangueira ?

Ocê já tentou dar a volta na Lagoa da Pampulha de bicicleta?

Ocê já andou de bicicleta ou patins no estacionamento do Mineirão?

Ocê já foi ao Mineirão pelo menos uma vez?

Ocê já fez ou já viu alguém fazer pão-de-queijo?

Todo domingo ocê almoça na casa da sua avó?

Ocê sabe que a Feira Hippie não tem nada a ver com Woodstock e que lá praticamente não tem hippies?

Ocê sabe que a Guaicurus não é só uma rua?

Dia 15 de agosto e 8 de dezembro é feriado procê?

Ocê assistiu "Hilda Furacão" só pra ver os lugares que ocê já conhecia?

Ocê sabe que os ônibus amarelos são os circular e os vermelhos vão bem longe?

Ocê sabe da lenda do Capeta do Vilarinho e da Loura do Bonfim?

Ocê sabe que cruzeirense é na Catalão, e atleticano é na Antônio Carlos, mesmo sem ninguém ter te ensinado isso?

Ocê sabe que Redondo e Bolão não são dois caras gordos?

Ocê vai à Praça da Liberdade ver a iluminação de Natal ou ocê pelo menos tenta ver?

Quando alguém te chama pra ir ao BH ocê entende?

Ocê já comeu pipoca no mirante das Mangabeiras?

Ocê já fez caminhada ecológica para ver as cachoeiras da Serra do Cipó?

Na 4ª série ocê foi à Gruta da Lapinha ou à Gruta de Maquiné?

Raja Gabaglia, Raja Gabalha ou Raja Gabalia?

Ocê já foi ao Mercado Central comer fígado acebolado?

Ocê sabe que as Seis Pistas não tem e nunca terá Seis Pistas?

Seis entre cada dez amigos seus tem pelo menos uma banda de rock?

Ocê sabe o que é o Bar Nacional?

Ocê entende a música "Garota Nacional" do Skank?

Ocê sabe que o Sepultura nasceu no Santa Tereza?

Ocê sabe que cursinho é igual a Bar do João na Savassi?

Ocê sempre conhece alguém do Clube da Esquina, Skank,Pato Fu, Jota Quest, Tianastácia e do Calix?

Ocê sente vertigem em lugares planos?

Ocê ou seu pai já participou de pelo menos um campeonato de peteca?

Comemorar as vitórias da Seleção no alto da Afonso Pena ou Savassi é tradição.

Ocê sabe da rivalidade entre Pitágoras e Promove, Batista e Magnum, Cefet e Coltec?

Wilson Sideral já tocou no seu colégio?

Ocê já matô aula pra ficá jogando truco com os amigos?

Ocê sente saudades do Bar do Lulu?

Já comeu o spaguetti do Bolão ou do saudoso Scaramuch?

Ocê já saiu bêbado do Stadjever?

Quando alguma coisa é engraçada ocê "racha os bico"?

"Uai" serve pra ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e vírgula!

Trem é palavra curinga.

Qualquer um é véio ou véi.

Ocê fala ocê, procê, nocê, comcê?

Se ocê entendeu pelo menos metade... Parabéns!!!

ORGULHE-SE :

Ocê é Belorizontino!!!

Fonte: Desconhecida

domingo, 8 de agosto de 2010

Pai







Dia 08.08.2010. Dia dos pais. 


Paro por um momento e me ponho a pensar e repensar na figura paterna. 


Acertos e desacertos, encontros e partidas, foram muitas as circunstâncias que me afastaram de meu pai. 


Das lembranças de infância, a mais forte, foi de entrar no mar agitado em seu colo, agarrado ao seu pescoço, ainda guardo a melhor sensação de segurança que já desfrutei.


Não lembro que fosse um pai participativo, daqueles que joga bola com o filho, ou vai ao campo de futebol, mas trago a certeza que da sua maneira, ele verdadeiramente me amava.


Depois, ao crescer, naturalmente os caminhos se afastaram, e passaram a a se cruzar de tempos em tempos. 


Por muito tempo entendi essa postura como omissão, erro meu. Hoje mais maduro, atribuo uma certa sabedoria em deixar a vida seguir seus caminhos, e não interferir em nossos destinos de certa forma nos tornou fortes. Acho que no fundo sabíamos que em caso de problemas ele estaria por lá. 


Hoje, muitos anos depois, ainda tento entendê-lo e acredito que, quem sabe um dia, ainda possa reconciliar esse turbilhão de sentimentos que me assaltam a cada vez que penso nele.


Feliz dia dos pais, papai!



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